Homofobia
e outras expressões correlatas de violência - desafios para a psicologia
política.
A
tese deste artigo pretende contribuir para o debate sobre a violência de gênero
sexismo e homofobia situado estes temas em um plano político. Para tanto, expor
e avaliar a ótica pela qual foi pesquisado e teorizado, com uma maior aceitação
e preferência entre os pesquisadores e teóricos, o tema da violência, onde a
temática da violência de gênero generalizadamente se encontrou como subtópico.
No cenário da América Latina e, principalmente no Brasil, há pouco
interesse na investigação sistematizada e pouco se publica sobre esses temas. O
Estado incorporou a violência de gênero em suas políticas sociais no final da
década de oitenta, e alguns de seus programas passaram a ser gerenciados por
agentes sociais, porém, paradoxalmente, persistiu o desinteresse pelo debate
teórico. Outra foma de contradição vem do fato que o tema da violência - e aqui
se encontram as violências específicas, foco deste artigo - ganha espaço entre
as entidades classistas, particularmente no Conselho Nacional de Psicologia,
nos Conselhos Regionais da Psicologia, encontros da Associação Brasileira de Psicologia
Social, e na recente criada Sociedade Brasileira de Psicologia Política. Os
contornos do problema da violência parecem ter atingido estruturas claras,
ficando os agentes sociais responsáveis pela sua erradicação; pouca
contribuição teórica investigar o tema. Para isso também, o artigo no qual se
constrói essa resenha, procura contribuir, tendo em foco, principalmente, o
sexismo e a homofobia.
Há poucos modelos eficazes no combate à violência de gênero, não sendo
bastante apenas as ações por equipamentos de contenção, como centros de apoios,
delegacias especializadas, ou programas de intervenção. A temática da violência
de gênero é de difícil abordagem e está profundamente ligada aos processos de
socialização, sendo um desafio à psicologia e aos psicólogos que não estão
aptos a operar e entender seus possíveis desdobramentos psicossociais.
Antes de tudo, o que se propõe é que o sexismo e a homofobia podem ganhar
uma análise específica e diferenciada, não estando restritamente aos estudos
sobre preconceito social. Teorias e modelos que não levam em consideração o
sistema de gênros irão falhar ao tentar lidar com essas questões.
Fonte: http://estereotipos.net/2013/03/26/resenha-homofobia-e-outras-expressoes-correlatas-de-violencia-desafios-para-a-psicologia-politica/
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